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Rede social do Google não será cópia do Facebook, diz executivo
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Banda larga no Brasil é cara, lenta e restrita, avalia Idec
15/07/10:
Usuários podem usar Google Maps em carros de 20 fabricantes
13/07/10:
Citigroup estuda investir em site de gestão de finanças pessoais
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Consumer Reports não recomendará iPhone 4 a usuários

Notícias de Quarta, 28 de Julho de 2010
Rede social do Google não será cópia do Facebook, diz executivo
O novo projeto do Google baseado em redes sociais não será uma cópia do Facebook, de acordo com Eric Schmidt, CEO do gigante das buscas. Em entrevista ao The Wall Street Journal, o executivo não confirmou detalhes sobre o serviço, mas afirmou que “o mundo não precisa de uma cópia da mesma coisa”.

De acordo com rumores divulgados por Kevin Rose, CEO da rede de promoção de links conhecida como Digg, a rede – apelidada de “Google me” – deve competir diretamente com o Facebook, principalmente na área de jogos casuais.

Recentemente, representantes do Google conversaram com empresas de games como a Playdom, e a Electronic Arts. Rumores também apontam um investimento de 100 milhões de dólares na Zynga, criadora do jogo social FarmVille.

Essa não seria a primeira tentativa da companhia junto às redes sociais. Em janeiro de 2004, o Orkut foi lançado como um projeto independente de comunidades baseado em convites. O projeto fez sucesso no Brasil e na Índia, mas foi praticamente ignorado no resto do mundo. Desde então, o Google lançou outros sites e serviços, como o Wave, o Buzz e o Profile, mas nenhum deles conseguiu fazer tanto sucesso quanto o Facebook, fundado por Mark Zuckerberg também em 2004.

Notícias de Quinta, 15 de Julho de 2010
Banda larga no Brasil é cara, lenta e restrita, avalia Idec
O brasileiro paga caro pela internet e não recebe as informações corretas sobre o serviço que é oferecido. Essa é a conclusão de uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), que comparou o preço e a qualidade da banda larga em seis capitais brasileiras. “A internet no Brasil é cara, lenta e restrita”, ressaltou Estela Guerrini, advogada do Idec, responsável pela pesquisa. Na visão do instituto, a concorrência “quase inexistente” é a principal vilã para os preços da banda larga no mercado brasileiro.

Para ter internet rápida em casa, o brasileiro paga em média US$ 28 por mês, valor que chega a 4,58% da renda per capita no país, segundo o Idec. Nos EUA, o valor é de apenas 0,5% da renda per capita dos americanos e, na França, é de 1,02%. Além disso, apesar de pagar caro, o consumidor brasileiro não recebe um bom serviço. Segundo levantamento recente realizado pela empresa americana Akamai, a velocidade de tráfego da internet brasileira é uma das mais lentas do mundo.

A pesquisa mostra que a velocidade média é de pouco mais de um megabit por segundo (Mbps), 93% menor que a velocidade média da Coreia do Sul, líder do ranking. Além disso, 20% das conexões no Brasil têm velocidade inferior a 256 quilobits por segundo (Kbps), o que passa ao largo da velocidade mínima estabelecida pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), entre 1,5 Mbps e 2 Mbps.

O Idec aponta ainda diversas deficiências de qualidade na prestação do serviço aos clientes. A principal queixa do órgão de defesa do consumidor é em relação à variação da velocidade, pois a maioria das empresas só se compromete a entregar um percentual mínimo de conexão. Segundo o Idec, o site e o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Ajato, por exemplo, nada falam sobre o problema. E o contrato prevê que a operadora não se responsabiliza pelas diferenças de velocidade em decorrência de fatores externos.

Usuários podem usar Google Maps em carros de 20 fabricantes
O serviço chamado “Send-to-car”, que permite enviar os dados de mapas do Google Maps para carros com GPS, lançado há três anos pelo Google, alcançou a marca de 20 fabricantes de veículos, permitindo que usuários em 19 países utilizem o serviço.

O serviço não está disponível no Brasil.

Inicialmente, apenas alguns modelos de carros da BMW possuíam o serviço de conectividade com o Google Maps. Em seguida, outras fabricantes adotaram o sistema que, por meio do serviço de localização GPS, utiliza o Google Maps para guiar os usuários para qualquer lugar. Recentemente, o Google realizou uma parceria com a Audi para incluir o serviço em seus modelos e Ford e GM anunciaram que levarão o “Send-to-car” para os seus carros.

A Ford já possui dois carros compatíveis. Desde quarta-feira (14), os veículos Loncoln e Mercury nos EUA que possuem a conexão Ford SYNC já podem utilizar o serviço. Carros da GM com a conexão OnStar como os das marcas Buick, Cadillac, Chevrolet, GMC, Hummer, Pontiac, Saab e Saturn poderão usar o Google Maps.

O serviço “Send-to-car” permite que dados do Google Maps sejam enviados aos carros. No computador, o usuário seleciona o local que deseja ir e envia para o veículo. Dentro do carro, ele só precisa selecionar o destino que já estará cadastrado e o GPS do carro indica qual a melhor rota a seguir.

Notícias de Terça, 13 de Julho de 2010
Citigroup estuda investir em site de gestão de finanças pessoais
O Citigroup, em um esforço para atrair correntistas mais jovens, está estudando investir em um site nos Estados Unidos que permite aos clientes gerir suas vidas financeiras de maneira unificada, de acordo com duas fontes familiarizadas com o assunto.

O Citigroup está conversando com diversas empresas que desenvolvem software de gestão financeira pessoal, ou PFM, segundo as fontes. O terceiro maior banco norte-americano já tentou por duas vezes desenvolver software PFM próprio, mas não conseguiu sucesso com nenhum dos projetos.

O software ganhou popularidade em larga medida devido ao Mint.com, um site que permite gerenciar orçamentos pessoais e conta agora com 3,5 milhões de usuários. A Intuit adquiriu o Mint por 170 milhões de dólares no ano passado, depois de tentar sem sucesso desenvolver um software financeiro pessoal próprio.

O Mint é o líder do setor nos EUA, com o serviço mais robusto. O Citigroup antecipa pagar apenas alguns milhões de dólares por software concorrente.

Investir em um site de finanças pessoais é uma parte pequena mas importante do esforço do Citigroup para revitalizar suas operações de varejo, por muito tempo retardatárias no setor. Ainda que o banco esteja tentando se concentrar em clientes urbanos de patrimônio elevado, em todo o mundo, também espera atrair depósitos de clientes mais jovens que possam ser atendidos online a baixo custo.

O Citigroup não está sozinho, segundo analistas.

"O interesse quanto a isso é imenso", disse o analista Ron Shevlin, da consultoria Aite Group. Um relatório do Aite Group em fevereiro constatou que metade dos bancos norte-americanos pesquisados estavam estudando alguma forma de produto de PFM.

O Bank of America e a PNC Financial Services dispõem de algumas das ferramentas mais avançadas entre os grandes bancos de varejo, disse o analista Mark Schwanhausser, da consultoria Javelin Strategy and Research.

Devido à sua rede de agências comparativamente limitada nos EUA, faz sentido que o Citigroup adquira uma companhia de PFM, de acordo com analistas. O banco quer elevar os recursos obtidos via depósitos, o que propicia fundos de maneira mais confiável que o mercado de títulos. Mas obter mais depósitos historicamente exigiria instalar ou adquirir novas agências, duas tarefas dispendiosas.

Conquistar clientes jovens sem abrir agências pode ajudar o Citigroup a compensar a baixo custo o fato de que dispõe de apenas mil agências na América do Norte, ante cinco mil para o JPMorgan Chase e 6,6 mil para o Wells Fargo.

Consumer Reports não recomendará iPhone 4 a usuários
A Consumer Reports não vai recomendar o iPhone 4, da Apple, a compradores após testar e confirmar falhas no sinal de rede sem fio do aparelho, acrescentando que a operadora norte-americana AT&T não é necessariamente a principal culpada.

A organização sem fins lucrativos, que publica guias sobre tudo, de carros a TVs, disse em relatório divulgado nesta segunda-feira (12) que testou três modelos de iPhone 4 e de outros telefones – incluindo o iPhone 3GS e o Pre, da Palm – e descobriu que nenhum apresentava os problemas de perda de sinal do novo iPhone.

O documento marcou o mais recente golpe em um aparelho que vendeu 1,7 milhão de unidades em três dias, mas que vem sendo alvo de reclamações sobre a fraca recepção de sinal. Muitas das reclamações envolvem uma antena que, segundo comentado, reduz a força do sinal se tocada de certa maneira.

A companhia tem sido acionada por usuários do iPhone em pelo menos três tipos de reclamação relacionadas a problemas com a antena.

“Quando seu dedo ou mão toca a parte inferior do lado esquerdo do telefone – algo fácil de acontecer, especialmente para canhotos –, o sinal pode cair o suficiente para provocar a completa perda da conexão se você estiver em uma área com sinal fraco”, disse Mike Gikas, da Consumer Reports, em um relatório no site do grupo.

“Por causa desse problema, não podemos recomendar o iPhone 4”, afirmou.

Representantes da Apple não estavam imediatamente disponíveis para comentários.

Devido aos problemas de sinal, que podem derrubar uma ligação, a Consumer Reports recomendou cobrir o espaço na antena com uma fita isolante ou algum outro material que não conduza eletricidade.

A organização também disse que seus testes indicaram que a rede da AT&T não é a principal responsável pelos tão falados problemas de recepção de sinal do iPhone 4.

A Apple vem afirmando que quase nenhum celular sofrerá uma perda de sinal caso o aparelho seja tocado de certos modos. A empresa afirmou depois que havia descoberto uma falha no software que amplifica a força do sinal, embora a companhia não tenha diretamente tratado das preocupações sobre a antena.

Google leva multa diária de R$ 5 mil por comunidades 'ofensivas' no Orkut
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou no dia 9 deste mês um recurso do Google Brasil contra a decisão do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) de multar e aplicar sanção à companhia pela existência de comunidades consideradas ofensivas no Orkut. De acordo com a assessoria do tribunal, que divulgou o caso nesta terça-feira (23), a decisão abre precedente para futuras ações semelhantes.

O Google foi condenado a pagar multa diária de R$ 5 mil – estipulado valor máximo total limitado a R$ 500 mil – por veiculação, na internet, de comunidades vetadas judicialmente por ofensa a menores moradores de três municípios de Rondônia – Pimenta Bueno, São Felipe d’Oeste e Primavera de Rondônia. A sentença determina ainda a aplicação de sanção ao Google, caso sejam mantidas páginas de conteúdo considerado ofensivo a duas adolescentes do mesmo estado.

Ação civil pública do Ministério Público exigia que o Google retirasse do Orkut duas comunidades “ofensivas à honra de duas adolescentes” de Rondônia, assim como impedisse a criação de novas comunidades relacionadas ao mesmo tema. A gigante de internet retirou as duas comunidades do Orkut, mas não impediu que novas páginas de conteúdo ofensivo às mesmas jovens fossem criadas.

De acordo com o relator do recurso no STJ, ministro Herman Benjamin, quem viabiliza tecnicamente a veiculação, beneficia-se economicamente e estimula a criação de comunidades e páginas de relacionamento na internet, é tão responsável pelo controle de eventuais abusos e pela garantia dos direitos dos internautas e de terceiros, como os próprios internautas que geram e disseminam informações ofensivas.

“Reprimir certas páginas ofensivas já criadas, mas nada fazer para impedir o surgimento e multiplicação de outras tantas com conteúdo igual ou assemelhado, é, em tese, estimular um jogo de Tom e Jerry, que em nada remedia, mas só prolonga a situação de exposição, de angústia e de impotência das vítimas de ofensas”, acentuou.

Notícias de Segunda, 5 de Julho de 2010
Uso do Internet Explorer volta a crescer
Depois de meses em queda, o navegador da Microsoft, Internet Explorer, voltou a crescer entre os meses de maio e junho, de acordo com a última pesquisa consolidada da NetApplications.

Somando todas as suas versões, o Internet Explorer passou de 59,75% de uso para 60,32% em um mês. O maior crescimento aconteceu na última atualização do navegador, IE 8, mas - para pesadelo de muitos desenvolvedores - até mesmo o "descontinuado" IE6 teve um progresso de 0,01% no mês de junho.

Para os analistas, o bom crescimento do IE 8 se deve à campanha publicitária que a Microsoft veiculou por diversas mídias no início do mês passado, a fim de promover as capacidades de segurança do seu mais recente navegador. Os comerciais mostravam como o produto da companhia poderia ajudar a barrar infiltrações de criminosos virtuais.

Outra marca relevante da pesquisa da Net Applications é a queda do Firefox para menos de 24% do mercado – esteve com 23,81% do total. Dois meses atrás, pelo mesmo método de medição, o navegador da Mozilla havia passado pela primeira vez a barreira dos 25%.

Parte dessa queda deve vir não só do IE, mas também do crescimento do Google Chrome que vem em constante crescimento desde maio de 2009. Agora, o browser do Google tem 7,24% do mercado. Ano passado, neste período, não passava de 2,18%.

Na quarta colocação, o Safari se manteve estável e detém 4,85% do mercado de browsers. Em seguida, vem o Opera, que caiu de 2,4% para 2,27%.

A Net Applications mede o uso dos navegadores por meio da análise do conjunto de 160 milhões de visitantes únicos por mês para os sites que monitora.

Notícias de Quarta, 23 de Junho de 2010
Google lança serviço de ligações para todos os internautas americanos
O Google anunciou esta semana que o Voice – seu serviço para trocar mensagens instantâneas, sms e ligações telefônicas pela internet – está aberto para todos os americanos. Antes, ele estava disponível apenas para pessoas convidadas.

De acordo com Craig Walker, responsável pelo serviço, o Google Voice já tinha um milhão de usuários ativos antes de abrir para o público em geral. Walker é o fundador do GrandCentral, que virou o Voice depois de ser comprado pelo Google em 2007.

Com o serviço, é possível fazer com que o celular, o telefone de trabalho e o telefone de casa toquem juntos quando alguém ligar para o número Google, que não muda se o dono trocar de operadora, aparelho ou linha. Também é possível programar qual dos aparelhos deve tocar, com base no horário da ligação ou em quem está ligando.

O número pode ser portado para um serviço concorrente, como o Tokumi. As mensagens de voz ficam salvas na sua página do Voice, são transcritas automaticamente e podem ser lidas do computador ou do celular. O Google Voice também permite enviar sms gratuitos e fazer ligações internacionais baratas.

Outro recurso interessante permite que o bloqueio de contatos indesejados, além de fazer videoconferências, encaminhar sms para a conta de e-mail, gravar mensagens de saudação personalizadas na secretária eletrônica e atender no meio de uma gravação de mensagem de voz.

O Voice possui aplicativos para celulares Androide e Blackberry. Usuários de iPhone e Palm Pre podem usar um aplicativo genérico. O Google chegou a fazer um programa específico para o iPhone, que foi rejeitado pela App Store da Apple. Na época, a empresa de Steve Jobs declarou que o aplicativo não foi aceito porque poderia confundir os usuários.

Notícias de Segunda, 21 de Junho de 2010
Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio, ganha Wi-Fi grátis
Quem precisa passar diariamente pela Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio, comemorou a chegada do sinal de internet grátis na via. No início da tarde desta quinta-feira (18), foi inaugurada a rede Wi-Fi com velocidade de até 15 Mbps no trecho entre a Cidade Nova e a Candelária, um dos centros financeiros da cidade.

O G1 testou o sinal de internet, que faz parte do programa 'Rio Estado Digital', do governo do estado. O sinal variou e chegou a 5,5 Mbps. De acordo com o professor Lisandro Lovisolo, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), instituto parceiro na ação, o sinal varia de acordo com o número de usuários que acessam à rede. O investimento para a rede gratuita foi de R$ 2, 2 milhões.

“A velocidade depende do número de usuários que estejam usando o sinal. Mesmo assim, ele consegue ter um bom desempenho”, disse o professor.

Internet no ônibus

O analista de tecnologia da informação, Edson Martins, de 24 anos, sempre carrega o laptop na mochila. Ele espera usar a internet grátis enquanto estiver no ônibus em pleno engarrafamento na sempre movimentada Avenida Presidente Vargas.

“Como sempre ando com um laptop e com um celular Wi-Fi, vou aproveitar para usar enquanto estiver preso no trânsito. Vai ser bom, vou poder acompanhar sites de notícias e, claro, usar o twitter”, comentou o jovem.

Para usar o sinal, é preciso escolher a opção “P. Vargas digital”. Ao selecionar o item, o usuário é transferido para a página “Rio Digital”. É necessário clicar na opção “continuar” para ter acesso à internet.

Petrópolis também ganha internet grátis

O sinal de internet poderá ser captado por laptops ou desktops com placa de rede sem fio e celulares com condições de captar o sinal Wi-Fi. Nos prédios, o sinal pode ser captado, mas nos andares mais baixos e em cômodos voltados para a via.

Além da Avenida Presidente Vargas, um trecho da Rua Teresa, em Petrópolis, na Região Serrana, recebeu o sinal de Wi-Fi grátis.

O secretário estadual de Ciência e Tecnologia Luis Edmundo Costa Leite afirmou que em dois meses, o sinal estará disponível também para o Morro da Providência e para as comunidades de Santo Cristo, Moreira Pinto, Pedra Lisa, Gamboa, Livramento e Saúde. A expectativa é de que os outros locais a receber a tecnologia sejam a Vila Militar, na Zona Oeste e a Saara, tradicional ponto do comércio popular no Centro do Rio.

O serviço já funciona nas orlas de Copacabana, Leme, Ipanema e Leblon, no morro Santa Marta, comunidades do Pavão-Pavãozinho/Cantagalo e parte da Rocinha, na Zona Sul, em um condomínio do PAC em Manguinhos, na Cidade de Deus, na Zona Oeste, na Avenida Brasil e em seis municípios da Baixada Fluminense.

EUA discutem lei que permitiria que presidente 'desligasse' a internet
Um projeto de lei em discussão no Senado americano pode dar ao presidente dos Estados Unidos o poder de "desligar" a internet em caso de emergência nacional. O texto propõe a criação de novos órgãos para tratar exclusivamente de assuntos ligados à segurança nacional e ciberespaço. Entre outras mudanças, o presidente teria autoridade para tomar "medidas extremas" em resposta a ataques que coloquem em risco a segurança do país.

A proposta do senador Joe Lieberman, líder do comitê de Segurança Interna americano, sugere a criação do Office of Cyber Policy, um órgão da Casa Branca para tratar de políticas para internet e elaborar uma estratégia nacional para o ciberespaço. O projeto também tem o objetivo de "estabelecer uma parceria público-privada para definir prioridades nacionais de segurança cibernética", de acordo com texto publicado no site do comitê.

Se aprovada, a lei pode dar ao presidente o poder de obrigar empresas a bloquearem o tráfego de sites, por exemplo. Embora nenhum dos parlamentares tenha dúvidas sobre a gravidade da ameaça cibernética, o Senado está dividido sobre quão grande é o papel que o governo deveria desempenhar e que agência federal deveria ser responsável pelo assunto. No meio, estão os líderes da indústria, que argumentam que as empresas privadas muitas vezes podem fazer um trabalho melhor do que o governo federal para proteger seus sistemas e garantir funcionários qualificados.

Phil Reitinger, do departamento de Segurança Interna, diz que o presidente já possui alguns poderes emergenciais, então qualquer ajuste não deve interferir em leis já existentes.

A legislação, segundo ele, "reconhece que os americanos esperam que o governo federal antecipe, prevena e responda a ameaças cibernéticas". E que as disposições relativas aos poderes presidenciais "reconhecem que o governo pode precisar tomar medidas extraordinárias para cumprir essas responsabilidades".

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