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Notícias de Sexta, 11 de Junho de 2010
O Brasil em detalhes no Google Street View
A possibilidade de fazer um passeio virtual ao Brasil e conhecer pontos turísticos por imagens reais está agora a um clique do mouse. O Google iniciou nesta segunda-feira, nas regiões metropolitanas de Rio de Janeiro e São Paulo, o trabalho fotográfico do Street View, serviço integrado ao Google Maps que permite caminhar por ruas sem sair de casa.

Criado em maio de 2007 e presente em 29 países, a ferramenta possibilita vistas panorâmicas de 360° na horizontal e 290° na vertical e visualização de regiões do mundo ao nível do solo a partir de digitalizações de imagens capturadas por nove câmeras instaladas em carros. Com estréia programada para o segundo semestre do ano passado no Brasil, o Google Street View sofreu atraso por problema de captação de imagens. Até o momento, São Paulo, Rio e Belo Horizonte possuem o recurso.

"São 20 carros em São Paulo, dez no Rio e cinco em Belo Horizonte. As próximas cidades ainda não foram selecionadas, mas a escolha das sedes da Copa do Mundo de 2014 é um dos critérios de seleção", conta Marcelo Quintella, gerente de produtos do Google.

O Google trabalha com prazo de seis meses para disponibilizar na web metrópoles como São Paulo. "Dependemos de condições climáticas e trânsito, mas nosso objetivo é que cada pessoa visualize parte de São Paulo em junho", diz Quintella. Em dias de chuva, os carros não saem às ruas e por questões de segurança não sobem morros nem favelas.

Os motoristas de cada veículo, segundo Karina Andrade, líder de operações da empresa, não têm "perfis específicos como motoristas de táxi ou caminhoneiros, por exemplo. O Google contratou pessoas que conhecem cidade, sabem o que é o Google e têm conhecimento de computador".

Privacidade - Desde a sua criação, o Street View enfrenta problemas com a justiça em relação a medidas de proteção à privacidade do cidadão. Em alguns casos onde fazia tomada de imagens, o carro foi proibido até de circular pelas ruas. Na Grécia, a ferramenta foi proibida por uma agência de proteção do cidadão de fotografar três cidades. No Japão, diversas acusações de violação de privacidade forçaram o Google a recapturar imagens para a versão japonesa. Por conta destes problemas, há mais de um ano, o Google borra rostos de pessoas que aparecem nas imagens e não permite a visualização da placa de qualquer automóvel.

Polícia australiana investiga Google por violação de privacidade
O gigante de buscas Google será investigado pela polícia australiana devido a possíveis violações das leis de privacidade das telecomunicações, conforme o procurador-geral do país anunciou no domingo.

A investigação é decorrente de queixas de cidadãos australianos sobre as atividades de funcionários do Google enquanto capturavam imagens para o Street View, um serviço do Google Maps que permite usar a internet para caminhar "virtualmente" por cidades que existem de verdade.

O Google vem sendo criticado por diversos países em função do Street View. Recentemente, a companhia informou que vinha recolhendo dados privados de internautas acidentalmente enquanto coletava as imagens. A empresa anunciou que vai cooperar com as investigações da polícia.

A investigação surge em meio a uma onda mundial de críticas contra a coleta de informações pessoais por parte de gigantes da internet como o Google e o Facebook.

O assunto foi encaminhado à polícia federal australiana na sexta-feira após queixas do público, disse Robert McClelland a jornalistas, em Melbourne, na abertura de um fórum sobre segurança na internet.

"Na sexta-feira, o gabinete do secretário de Justiça se referiu a essas alegações e denúncias à polícia federal australiana," disse McClelland. "Elas se relacionam de maneira substancial a possíveis violações da lei de interceptação de telecomunicações, que impede que pessoas acessem comunicações eletrônicas para propósitos não autorizados."

Alan Eustace, executivo sênior do Google, disse no mês passado que a empresa havia erroneamente recolhido dados pessoais de redes sem fio, e ordenado que a prática fosse abandonada. Ele afirmou, no entanto, que isso só acontecia com redes sem fio desprotegidas (que não pedem senha), e que nenhum desses dados era utilizado em produtos do Google.

Órgão que gerencia endereços da web protesta contra controle da ONU
A Icann, o organismo privado encarregado da administração dos nomes de domínios (sigla que identifica um tipo de site: ".com", ".org", etc), protestou nesta terça-feira contra propostas de colocá-la sob controle da Organização das Nações Unidas (ONU) ou de algum organismo internacional.

A instituição, que ocupa posição central no debate sobre quem deveria dirigir a internet, é o mais perto que existe de uma autoridade central da rede mundial de computadores. Países como o Brasil argumentaram que a Icann, fundada em 1998 sob a proteção do Departamento do Comércio dos Estados Unidos e que ainda se reporta parcialmente ao governo norte-americano, deveria transferir sua autoridade a uma organização mundial, como as Nações Unidas.

Rod Beckstrom, o presidente da organização, diz que esse tipo de mudança pode tornar a Icann menos ágil, o que reduziria a probabilidade de desenvolvimento rápido de tecnologias

Se você pensar sobre o ritmo ou velocidade da tecnologia, perceberá que ela é muito mais rápida do que poderia ser acomodado pelas formas tradicionais de desenvolvimento de políticas. É difícil imaginar qualquer substituto (para o sistema atual) e sinto que posso fazer essa afirmação com alguma objetividade, porque trabalhei para o governo também.

Ainda assim, o governo dos EUA concordou em setembro passado com mudanças que implicarão que a Icann não se reportará mais apenas aos EUA, como parte de uma campanha para ampliar a influência das demais potencias mundiais. O acordo criou uma equipe internacional de revisão que vai monitorar o desempenho da Icann e deve divulgar suas recomendações iniciais até o final do ano. O acordo também inclui normas dirigidas a tornar o grupo mais transparente.

Em 2003, um grupo de países sugeriu que a Icann passasse ao controle da União Internacional de Telecomunicações, uma agência da ONU, mas a transferência não foi realizada devido à avaliação de que o sistema de endereços da internet funciona melhor sob a gestão do setor privado.

Google adquire companhia norueguesa de tecnologia de áudio
O Google anunciou nesta terça-feira a aquisição da Global IP Solutions, cujas ações são cotadas na bolsa de Oslo, por 68 milhões de dólares, a fim de reforçar suas capacidades de áudio e vídeo em tempo real.

Em comunicado conjunto, as empresas informaram que a operação amistosa, a ser paga em dinheiro, avalia as ações da GIPS em 13 coroas norueguesas, um ágio de 27,5% ante a cotação de 10,20 coroas no fechamento de sexta-feira.

"A web está evoluindo rapidamente como plataforma de desenvolvimento, e comunicações em áudio e vídeo em tempo real pela internet estão se tornando ferramentas importantes para os usuários," afirmou Rian Liebenberg, diretor de engenharia do Google, em comunicado.

O conselho da GIPS recomendou que os acionistas aceitem a oferta, e aqueles que respondem por cerca de metade das ações em circulação e por votos na empresa, entre os quais a Kistefos Venture Capital e a Kistefos Venture Capital II, "assumiram o compromisso irrevogável de aceitar a oferta," informou o Google.

Notícias de Quarta, 14 de Abril de 2010
Google está desenvolvendo seu próprio tablet, diz jornal
O Google está desesnvolvendo seu próprio tablet, para competir com o recém-lançado iPad, da Apple, segundo informação publicada pelo “New York Times” no domingo (11), citando fontes anônimas.

Segundo a reportagem, o presidente do Google, Eric Schmidt, deixou escapar entre amigos que a gigante trabalha em um projeto de um tablet ou e-reader, durante uma festa.

As fontes citadas pelo jornal contaram que o Google estaria realizando “experiências” com um aparelho baseado no sistema Android, que seria um potencial concorrente ao iPad.

O “New York Times” estimou ainda que o tablet do Google deve chegar ao mercado em breve.

Twitter revela estratégia para gerar receita com publicidade
SAN FRANCISCO (Reuters) - O serviço de microblogs Twitter revelou seu novo modelo de publicidade nesta terça-feira, em seu primeiro passo para provar que sua popularidade entre internautas pode se traduzir em um negócio sustentável.

O programa de anúncios, "Promoted Tweets", representa uma antecipada medida tomada pela empresa para lidar com temores sobre seu potencial para gerar receita, e é um passo importante na caminho em direção a uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), segundo analistas.

"Ao longo dos anos, temos resistido à adoção de um modelo de publicidade online tradicional porque queríamos dar preferência a valor ao invés de lucro", disse o co-fundador do Twitter, Biz Stone, no blog da empresa nesta terça-feira.

O site, em que usuários enviam mensagens de até 140 caracteres (ou "tweets") para grupos de "seguidores" faz parte de uma nova leva de redes sociais extremamente populares na Internet, junto com Facebook e LinkedIn.

A empresa fechou acordos com Google e Microsoft Corp no ano passado para incluir as mensagens de seu site nos resultados dos serviços de buscas das duas companhias, mas o anúncio desta terça representa os primeiros frutos de suas tentativas em criar um modelo de negócios que tenha como base uma geração contínua de receita.

O Twitter afirmou que está testando o programa com um pequeno grupo de anunciantes, que inclui a rede de lanchonetes Starbucks, a varejista Best Buy, a Sony Pictures, estúdio da japonesa Sony, e a empresa aérea Virgin America.

Mão robótica pode simular contato físico em conversas via internet
Com sensor, usuário pode comandar movimento dos dedos da mão.

Aparelho foi desenvolvido na Universidade de Hong Kong.

Cientistas de Hong Kong criaram uma mão robótica capaz de reproduzir os movimentos de humanos para simular a sensação de toque em conversas pela internet. Com um sensor ligado ao braço, o usuário pode comandar a mão para mexer os dedos. De acordo com o professor Liu Yun-hui, da Universidade de Hong Kong, a tecnologia quer aproximar pessoas que usam a web para falar com amigos e parentes distantes. Segundo o 'The Sun', o aparelho pode estar à venda em alguns países até o fim do ano.

Notícias de Terça, 23 de Março de 2010
Corte europeia decide que modelo publicitário do Google é legal
O mais alto tribunal europeu decidiu que o Google não infringiu a lei de marcas registradas ao vender anúncios vinculados a palavras-chave, depois que a Louis Vuitton e outras empresas alegaram que essa prática escondia suas marcas.

O tribunal declarou que, nos casos em que anúncios confundem consumidores, os proprietários das marcas devem invocar seus direitos contra os anunciantes em questão, e não contra o Google, a menos que o Google não responda a queixas ou manipule de forma ativa os termos de buscas.

A decisão valida o sistema AdWords de publicidade vinculada a resultados de pesquisas, peça central das operações publicitárias do Google, que movimentam US$ 23 bilhões anuais. Sistemas semelhantes são usados por adversários como o Yahoo e oferecem aos proprietários de marcas mecanismos para impedir o uso indevido de seus nomes registrados.

"Foi uma boa decisão, em larga medida", disse Fabian Zigenaus, advogado especializado em propriedade intelectual no escritório Linklaters. "Não proíbe o Google de vender a publicidade vinculada a termos de buscas e assim não coloca o modelo de negócios em risco, mas também protege os proprietários das marcas", acrescentou.

Anunciantes muitas vezes compram nomes de marca como termos de busca atrelados a seus produtos ou serviços. O Google diz que essa prática beneficia os consumidores, os quais não desejam que seus resultados de busca se limitem a uma marca apenas.

Os proprietários de marcas também podem fazer lances pelos nomes destas como termos de busca e a ordem pela qual os links patrocinados são exibidos online é determinada principalmente por esse processo de leilão.

Google aceitou trabalho sujo, mas não suportou o controle
A China está envolvida numa disputa com a Google. Inicialmente, a empresa aceitou fazer o trabalho sujo. Mas a história mostra que não dá para cooperar com a ditadura e a censura. A Google foi para lá pensando: esse mercado é tão grande, que eu vou aceitar rasgar os meus manuais de liberdade, porque há 400 milhões de internautas e eu posso ganhar muito dinheiro. Mas, no fim das contas, não ganha e tem de limitar os serviços, ter mais gente para controlar, aceitar colocar filtros.

Então, a Google foi passando um vexame enorme até que chegou um momento em que, apesar de ter colaborado com o regime chinês, foi atacada por hackers que ela acha que são do Partido Comunista local. Aí, a relação azedou, e a empresa decidiu ir para Hong Kong. Mas não vai adiantar muito, porque o governo de lá é nomeado pelo chinês. Eles não vão conseguir confrontar e a China continuará com seus filtros e, quem estiver no continente, não conseguirá acessar nada sobre o massacre da praça da Paz Celestial, por exemplo.

O grande muro que eles montaram contra certas informações sensíveis vai continuar existindo. O consumidor continuará sendo desinformado. E o governo está botando um monte de dinheiro no concorrente, num Google chinês, para assim se livrar disso. Os internautas vão obter as informações que forem aceitáveis para o governo.

Mas isso também terá um limite. A tecnologia de informação está se desenvolvendo muito, cada dia se descobre uma ferramenta nova para escapar. A China, então, vai ter de gastar muito dinheiro e esforços para fazer filtros cada vez mais eficientes contra todos os avanços da tecnologia de informação. Nessa história, todo mundo perde. A Google tinha assinado um acordo, aceitando o controle, mas não foi possível suportar, porque ele foi forte demais.

Notícias de Quarta, 10 de Março de 2010
Google testa sistema de busca na televisão
O Google e a Dish Network, segunda maior operadora de TV via satélite dos Estados Unidos, estão testando juntas um serviço de busca de programação televisiva. A informação foi divulgada pelo jornal americano Wall Street Journal.

Segundo a publicação, o serviço funciona em decodificadores de TVs que usam o sistema operacional Android do Google. Ele permite aos usuários encontrar conteúdo da operadora Dish e também de sites como YouTube, e personalizar os horários de exibição dos programas.

Mais decodificadores com acesso à internet estão sendo colocados à disposição dos consumidores, incluindo um novo dispositivo preparado para a web da TiVo, fabricante de sintonizadores de TV a cabo.

A negociação faz bastante sentido, já que ambas as empresas têm mantido uma relação de parceria bastante estreita por meio do serviço Google TV Ads, um sistema que permite ao usuário criar campanhas publicitárias para a TV.

Por enquanto, apenas um pequeno número de funcionários está testando a ferramenta. Não existe ainda qualquer especulação sobre o lançamento comercial da busca na TV. O Google não comentou o assunto oficialmente.

(Com agência Reuters)

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